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terça-feira, 17 de setembro de 2013

PsicoMães Celebra: Nosso 1° Aniversário!!!!

Esta semana estamos comemorando um ano de existência.

Um bate-papo de amigas que têm muito em comum, mas muitas diferenças que acabou gerando um resultado maior do que as nossas expectativas.

Quando começamos imaginávamos que seríamos lidas por algumas amigas e conhecidas, por aqui em Fortaleza ou, no máximo, por algumas pessoas em Portugal e só. Mas com o passar do tempo as estatísticas nos surpreenderam, ao longo deste 1 ano:
Nunca pensei em alcançar um público tão distante.

É muito gratificante ler os comentários, ouvir elogios e quando alguém nos busca como fonte de orientação. Mas estamos sempre abertas à críticas e sugestões. Por isso não tenham receio de deixar seu recado, crítica, pergunta, ou sugestão.

E para completar ainda recebemos dois lindos presentes.

O primeiro foi a arte que uma grande amiga minha, do tempo de escola, fez especialmente para nosso blog. Uma verdadeira artista a quem, desde aqueles tempos, admiro muito o talento.

Ana Cecília Andrade (http://ceciliaandrade.blogspot.com.br/) dos deu esta fofurinha:
E ainda fez um estudo que foi muito além do que nós mesmas havíamos concebido:

"Fiz um estudo pra Psicomães...veja o que acha...como é um blog que ajuda em assuntos sobre a maternidade, usei a matrioska para lembrar que ninguém é mãe sozinha...toda mãe sai de outra mãe, que pode ser sua mãe mesmo, suas amigas, irmãs e até de figuras masculinas sensíveis que já tenham experimentado criar um filho. Só que aqui a abertura não está na barriga, mas na cabeça da boneca, um convite para a troca de idéias. Pra vocês psicólogas que estão prenhes de conhecimento e informações que vão ajudar as outras mães. Bjo"

Amei!!!! Perfeita a análise. Concordam comigo? *-*

Nosso outro presente é mais uma PsicoMãe. Agora seremos 3 amigas, psicólogas, mães e que moram distantes uma das outra.

Em maio fiz uma postagem Para Vanessa com Carinho homenageando a minha amiga que fazia aniversário e naquele dia e incluí um convite, mas não imaginava que seria aceito tão rápido. Vanessa Nascimento seja muito bem-vinda! Em breve ela fará sua primeira postagem para vocês conhecerem-na.

No mais só gostaria de agradecer a vocês que sempre estão por aqui e também a quem só aparece de vez
em quando. Cada post é feito com muito carinho. Voltem sempre, compartilhem, divulguem. Quanto mais dúvidas aparecem, mais assuntos temos para abordar. Ser mãe é um infinito de dúvidas e uma imensidão de alergias.

Parabéns para nós!!! \o/ \o/ \o/

Cristine Cabral




segunda-feira, 18 de março de 2013

Filho do Coração

Uma de nossas leitoras sugeriu que falássemos sobre adoção. E fez algumas questões, mas antes de responder especificamente, preferi falar um pouco para as pessoas que ainda estão pensando sobre o assunto. Na próxima semana falo sobre outras questões relacionadas ao assunto.

Primeiro gostaria de dizer que acho o gesto de adotar uma criança um ato nobre, mas que por isso deve ser tomado com muita cautela. Antes de dar entrada nos papeis para realizar uma adoção nos conformes da lei é essencial que saiba responder a seguinte questão: Por que você quer adotar?

Cuidado se a resposta for parecida com qualquer uma das seguintes:
- Para finalmente me sentir feliz.
- Para ter uma pessoa que sempre estará do meu lado.
- Para poder ter um filho e não "estragar" meu corpo.
- Por que toda mulher tem que ser mãe.


Não vou discorrer sobre cada uma, mas alerto que as duas primeiras podem ser referir também aos filhos "paridos". Ninguém merece nascer tendo como "carga" a função de fazer uma outra pessoa feliz. Não devemos atrelar a nossa felicidade a nada exterior a nos mesmas, nem filho, nem trabalho, nem cônjuge. Seja feliz com você mesma, depois você pode somar, dividir, multiplicar essa felicidade a de outras pessoas.


Outro alerta. Não pense na "maldição do sangue". Quando os filhos apresentam mau comportamento é comum ouvir mães dizerem: "Ele puxou isso do pai." E no caso dos adotados a "culpa" vai para o sangue. Certa vez assistir um realit show de educação infantil que um menino de 4 anos cresceu ouvindo que ele "tinha sangue ruim", ao ponto de ver na tv algo sobre transfusão de sangue e foi pedir para a mãe: "Vamos lá, mãe. Nesse lugar você vai poder trocar o meu sangue e vou ficar um menino bom." Fiquei de coração partido.

Não nego que existam predisposições genéticas, mas estas só se manifestam se encontram ambiente propício para isso.

Os comportamentos das crianças são reflexo da educação que recebem. Alguns obedecem regras e limites mais facilmente do que outras, mas cabe aos pais ter paciência e amor suficiente para impor limites, transmitir valores e ter comportamento adequado que seja uma boa referência. Sejam pais biológicos, ou adotados.

Cuidado com muitas expectativas. Toda criança é um ser único, que tem sua própria personalidade, tem o direto de escolher seu próprio caminho, não tem a obrigação de seguir o caminho que os pais traçaram, seja qual for a forma em que passou a pertencer a família. Uma mãe que gesta um filho, não tem como escolher a cor dos cabelos, dos olhos, da pele, com quem vai parecer e ela o ama seja como for, inclusive se tiver alguma deficiência física ou mental. Abra seu coração e, se for o caso, não vá "escolher" seu filho, permita-se ser escolhida. 

Agora se você concordou com tudo que disse, se sente madura e preparada para ser mãe, se tem amor e felicidade suficiente para você e uma (ou mais) pessoas... se chegou nesse ponto do texto pensando "ai como eu queria ser mãe, pena que não tenho dinheiro suficiente para isso." Peço que repense. Lembre-se que dar um lar a uma criança que não tem e dar tudo o que nem todo o dinheiro do mundo pode comprar: amor de mãe. Claro que dificuldades financeiras sempre complicam, mas se souber educar bem a sua criança, esta saberá reconhecer que mesmo que o material falte alguma coisa o lado sentimental, emocional, psicológico, social compensará e valerá mais do que uma vida em uma instituição, na qual mesmo que tenha sido muito feliz lá, aos 18 anos o vínculo é necessariamente quebrado.

Se for algo que pretende considerar, pense, pense muito e quando tiver certeza, pense mais uma vez. Pois imagine como se sente uma criança que é devolvida. Como é ser rejeitada mais de uma vez... 

Cristine Cabral

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

2013 será...


"O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso."
Ariano Suassuna

Sou uma realista esperançosa convicta.

Ao longo dos meus 36 anos, sempre que algo não deu certo, algo melhor aconteceu. Você pode chamar isso de benção divina, coincidência, visão positiva da vida, resiliência, recompensa, destino, etc, dependendo da sua crença ou filosofia de vida.

Sei que por condicionamento operante, ou por regra (não sei), sempre que alguma coisa ruim acontece, sempre que algo que foi planejado não dá certo, fico de olhos abertos e atenta para saber o que de melhor está por vir. Não que as coisas caiam do céu sem que eu tenha que fazer nada, apenas acaba acontecendo que algo acaba sendo mais adequado do que aquela outra que não deu certo. Ou algo que não deu certo há algum tempo, passa a dar... Não sei explicar, sei que é.

Assim sendo nunca me "pré-ocupo" com coisa alguma. Para mim se preocupar é algo que não resolve, o que resolve é se ocupar do que se pode fazer. De que adianta estar no trabalho preocupada com o filho doente? Nem você trabalha direito, nem cuida do seu filho. Se ele está medicado, sob os cuidados de pessoas responsáveis, se o que ele tem não é tão grave, concentre-se no trabalho, faça o que deve ser feito naquele momento em que o trabalho é  a sua ocupação. Mas se por acaso respondeu "não" a alguma das perguntas anteriores, deixe o trabalho e ocupe-se do seu filho.

Sei que muita gente não concorda com essa minha forma de ver as coisas, tudo bem... mas sob o meu entendimento, um emprego ou trabalho pode-se encontrar outro igual, ou ainda melhor, já um filho...

Mais uma vez: essa é a MINHA forma de ver... não quer dizer que seja a certa. Apenas é a certa PARA MIM.

Duas figuras ilustram esse meu modo de pensar:

Esta é mais racional: 
Se você sabe que um problema tem solução, não precisa ficar se preocupando. Ocupe-se de fazer o que for necessário. Algumas vezes o que é necessário é ter paciência para esperar o momento adequado, ou que as outras pessoas envolvidas façam a parte que lhes cabem. Assim sendo: não precisa se preocupar que no tempo certo as coisas serão resolvidas.

Agora se o problema não tem solução, se não há nada que se possa fazer para mudar a situação... então só resta se conformar e "bola pra frente". Não que isso aconteça de uma hora para outra, as vezes é necessário um processo de elaboração de uma perda (de pessoa querida, de relacionamento, de oportunidade, etc), uma vivência e entendimento das consequências e então a busca por alternativas que possam ajudar a superar, ou mesmo substituir, dependendo do que seja. 



Já esta é para quem é religioso:

A própria oração já diz tudo. Com sabedoria é possível perceber o que se pode e o que não se pode mudar. Se é possível mudar: coragem e mãos à obra. Se não, é aceitação e serenidade para seguir com a vida.

No entanto sabedoria não vem apenas como benção divina, vem sob a forma de experiência vivida, de aprendizagem por meio das vivências dos que nos rodeiam, ou por meio de leituras e estudos.

Assim sendo concluo afirmando de 2013 será um ano maravilhoso, que excelentes mudanças vão acontecer, oportunidades e irão surgir e etc, etc, etc que sempre se fala no início do ano... 

Feliz 2013!!!!

Cristine Cabral