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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Quando não se consegue amamentar - Parte I
Quando estava pensando em escrever essa postagem, e, o título o primeiro que coloquei foi "quando não acontece o que é esperado". Então, veio em minha mente: e alguma vez acontece como o esperado? E o que é esperado?
Acho que todos concordam que o esperado é aquela linda cena do bebê mamando no peito da mãe, tranquilamente, como se ali fosse seu segundo útero, o melhor lugar do mundo para ele. Aquela troca de olhares e sorrisos que fazem os olhos de muitas de nós se encher de lágrimas... e várias propagandas de tv ganharem o nosso coração...
Comigo não foi assim! E hoje sei que para muitas mulheres não é assim. Passei anos lendo diversas coisas sobre gravidez, preparando-me para a maternidade, e especialmente no período da gestação sobre os benefícios do aleitamento materno, o quão contra indicado é o uso da mamadeira, da chupeta, etc. Mas, em nenhum lugar li sobre quando a mãe não consegue amamentar. Parece que o fato de várias mulheres não conseguirem amamentar não existe.
Nos dois dias que fiquei na maternidade nasceram 4 crianças, incluindo o meu filho, e dessas 4 apenas 2 conseguiram mamar sem problemas, ou seja, as outras duas, os outros 50% não conseguiram.
Os artigos, matérias, apostilas, não nos contam que nem toda criança nasce com a habilidade de sugar já desenvolvida, que alguns precisam ser ensinados, ou ainda que precisam de um tempo maior para apresentar essa habilidade. Também não nos informam que se a criança não consegue sugar e o seu leite logo desce, e você não ordenha esse leite, o seu seio vai ficando cheio a tal ponto que fica tão duro que sua criança após aprender a sugar não vai conseguir sugar o seu seio, porque simplesmente é da ordem do impossível para qualquer bebê. E isso foi o que aconteceu comigo e com meu filho.
Esquecem de avisar as mães que não tem o bico do seio protuberante, que existem alternativas para que seu filho consiga ser amamentado. E que não é qualquer bico de seio que é considerado adequado, tem que ser aquele bicão mesmo. Esse foi o caso da outra criança no hospital.
A política do hospital em que nasceu meu filho e da pediatra que nos atendeu era deixar a criança sem qualquer alimentação, desde que o nível de glicose não baixasse, até que ele conseguisse mamar na mãe. Eu e a outra mãe perguntamos: Podemos usar a bombinha para tirar o leite em excesso, pois nossa mama já está ficando dura? Podemos usar o bico intermediário de silicone para facilitar a criança sugar? A resposta foi negativa a todas as perguntas, alegando que a bombinha ia danificar o seio e que a criança ia viciar no bico intermediário e depois não iria pegar o seio da mãe. E enquanto isso, meu filho chorava de fome em nosso quarto, após mais de 24h sem conseguir mamar, e sendo que dessas, umas 12h de tempos em tempos vinham tirar sangue dele para saber se a glicose estava baixa, pois só se baixasse ele poderia tomar a fórmula láctea. E a mesma coisa no quarto ao lado com a outra mãe.
Você se sente inútil, é sua primeira grande falha como mãe. Todos esperam que você amamente, seu filho precisa do seu leite. Todos perguntam ele está mamando bem? E você ali incapaz de suprir a primeira necessidade do seu filho.
Junto com esses sentimentos horríveis vem a grande preocupação: meu filho está com fome, precisa ser alimentado. E no hospital todos se recusavam a dar outro leite ao bebê, pois ele ainda não tinha baixado o nível da glicose...Então, seu primeiro ato desesperado como mãe, e como pai, pois meu esposo estava passando por tudo isso comigo, é pedir desesperada a enfermeira que dê a fórmula para criança parar de chorar de fome. Você cogita partir para ignorância, ir até a farmácia e comprar o leite e alimentar seu filho. Não foi necessário chegarmos aos extremos. Deram uma dose de leite ao bebê na nossa segunda noite no hospital. De manhã a pediatra ensina mais uma vez como dar de mamar, já que a criança já aprendeu a sugar, e dá alta. Mas, a mama estava empedrada e eu tinha pouco bico. Assim, meu filho ainda passou fome por dois dias até irmos a uma outra pediatra.
Chorei muito durante esses dois dias. Sentia-me uma completa incompetente. Meu sentimento era de que minha obrigação como mãe era nutrir meu filho, só que eu o recebia em meus braços, ele não conseguia mamar, chorava um choro desesperado e eu chorava como ele por dentro e por fora.
Acredito que precisam haver mais artigos e matérias sobre as dificuldades que existem para amamentar e principalmente que ofereçam conforto para as mães que não conseguem.
Quando você responde a uma pessoa que seu filho não mama no peito, ou que toma complemento é quase que automático você receber um olhar de crítica, ou de pena. Poucos são os olhares solidários, mas graças à Deus, sim eles existem! E eu os encontrei!
Quero dizer à você que me lê e que passou por algo parecido, ou que quem sabe ainda vai passar... que não conseguir amamentar é mesmo horrível, que esse sentimento de incompetência demora a passar. Mas, que como mães uma obrigação mais importante nos chama a realidade e a ação: nosso filho precisa ser alimentado, com o nosso leite ou com outro, mas ele precisa comer.
Quero dizer também que amamentar no seio materno, é o ideal generalizado pela mídia, mas que a vida real pode ser muito diferente. Contudo, não amamentar no seio materno não nos faz menos mãe mesmo, acredite! Freud tem toda uma teoria de vínculo afetivo que é estabelecido ao amamentar...Eu conheço uma pessoa que foi amamentada até os 5 anos, e trata a mãe pior do que muita gente trataria um inimigo. Assim como conheço uma que nunca foi amamentada no seio materno e tem um vínculo fortíssimo com a mãe.
O vinculo entre mãe e filho se estabelece de várias maneiras, e o mais importante, é o amor que você oferece ao seu filho, através do carinho, da disponibilidade, da paciência, da preocupação em sempre lhe ofertar o que é bom. Daquela mamadeira oferecida com amor, e carinho no seu colo. Das inúmeras trocas de fraldas, da hora do banho, no passeio na praça enfim... do contato diário que você tem com seu filho e no qual você demonstra para ele que ele é a pessoa mais importante do mundo para você.
Depois de choro, sentimento de incompetência, inúmeros conselhos e orientações de todas as partes, graças a ajuda da pediatra do meu filho, e do apoio do meu esposo, consegui amamentar meu filho no seio, porém não dessa forma idealizada e generalizada na sociedade e nos meios de comunicação. Ele mama no seio com o auxílio do bico intermediário de silicone e toma complemento, pois como demos complemento nos primeiros dias em que não consegui amamentar, só o meu leite não o satisfazia. Todavia, o mais importante é que ele cresce forte e saudável. Segundo a pediatra é uma criança saudável e muito esperta. Cresceu 2cm e meio e aumentou 1kg em um mês.
Vanessa Nascimento
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
PsicoMães Apresenta: Vanessa Nascimento
Há algum tempo acompanho o psicomães da Cristine e da
Taciana. Fiquei muito feliz com o convite que recebi para participar desse
espaço. Assim como as meninas, também sou psicóloga. Trabalhei por quase 10
anos na área organizacional, onde vivi experiências que não só me fizeram
crescer profissionalmente, mas principalmente como ser humano.
Recentemente concluí o mestrado em psicologia, com enfoque em
psicologia social do trabalho. O universo do trabalho sempre me encantou e há
alguns anos encontrei o melhor caminho para me satisfazer profissionalmente
através do mestrado e do ensino da psicologia.
Considero-me fortalezense. Nasci em São Paulo capital, mas
raramente lembro-me disso, só mesmo quando estou preenchendo formulários
importantes que perguntam minha naturalidade e ainda paro para pensar. Vivi até
os 10 anos em São Paulo. E até os 30 em Fortaleza. Acompanhando o marido
concurseiro e agora concursado mudei-me para o centro–oeste do Brasil. Primeiro
passamos um ano e meio em Cuiabá, no qual devido ao mestrado em Fortaleza, tive
que me dividir entre Fortaleza e Cuiabá por um ano. Há uns 9 meses nos mudamos
novamente. Ele passou em outro concurso, melhor que o anterior e então nos
mudamos agora para uma cidade no interior de Goiás, chamada Jataí. Ela fica no
sudoeste do estado, já no finzinho mesmo, perto do Mato Grosso do Sul.
Há pouco mais de três anos encerrei minha carreira na área
organizacional para me dedicar ao mestrado e a vida acadêmica. O que em muito
contribuiu para acompanhar o marido concurseiro/concursado. Ao mesmo tempo em
que me dediquei ao que mais gosto de fazer estudar, aprender coisas novas.
Como psicóloga já estudei da psicanálise à análise
comportamental. Passei anos estudando essa última. Contudo, chegou um momento
em que tal abordagem não satisfazia mais as minhas questões, não me dava mais
as respostas que eu procurava além de não ser mais compatível com minha visão
de mundo. Ainda tenho profundo respeito pela AC, e consigo entender boa parte
de uma conversa entre psicólogos ACs, como é o caso da minha amiga Cristine.
Hoje sou mais psicóloga social do que qualquer outra coisa,
com inspirações na psicanálise e em Vygotsky, a quem ainda conheço muito pouco
ainda, mais tenho me esforçado por conhecer mais.
No entanto, o trabalho ao qual me dedico há pouco mais de 4
meses com quase que total exclusividade é gerar uma nova vida. Isso mesmo,
estou gestante. E é o melhor trabalho do mundo.
Considerando trabalho como aquilo que você faz, uma atividade
que você realiza e que dá um sentido, um significado a sua vida, que lhe
diferencia das outras pessoas, aquilo pelo qual você se nomeia, se coloca no
mundo. Posso dizer que seguramente meu trabalho nos últimos 4 meses tem sido
gestar o Nicolas.
Recebi um convite para ensinar numa faculdade numa cidade
vizinha a minha, pouco antes de engravidar, seria para começar no segundo
semestre de 2013. Contudo, no meio do mês de junho descobri a gravidez e declinei
do convite. Teria que viajar 110km por dia, logo no início da gestação. E essa
foi uma das minhas primeiras decisões de mãe.
Logo que recebi o exame positivo uma sensação de que meu
corpo não era só meu e de incerteza tomou conta de mim. Incerteza do que viria
pela frente, um mundo novo totalmente desconhecido. Mundo no qual eu queria
imensamente entrar. Então, pensando que eu não tinha ideia do que viria pela
frente tomei a decisão de declinar do convite de trabalho e passar esses 9
meses gestando.
Minha gravidez foi muito planejada e desejada e por isso
também não estar trabalhando remuneradamente nesse momento não é um problema,
pois essa possibilidade foi calculada. Embora eu esperasse ter engravidado no
meio do segundo semestre e não logo na primeira tentativa. Mas, foi um presente
maravilhoso ser agraciada logo de primeira com o exame positivo.
Também não seria justo com a instituição que me contratava
começar um trabalho num momento que minha única certeza é de que eu não poderia
assegurar nada sobre mim, pois eu não tinha nenhuma garantia sobre mim, sobre
meu corpo como tudo aconteceria na gestação. O que eu sabia é que eu dividia o
meu corpo com outro ser humano, que é metade meu e metade do meu marido, e que
eu faria e faço qualquer coisa para assegurar seu melhor desenvolvimento.
De modo que, costumo me intitular, atualmente, como
profissional gestante e eterna estudante. Agora, colaboradora do psicomães.
Onde pretendo dividir minhas experiências desse “trabalho” de gestar e ir se
tornando mãe.
Acredito que às vezes estarei aqui como psicóloga social, às
vezes como mãe, e às vezes tudo junto e misturado. Espero aprender muito nas
trocas que acontecerão entre nós e também contribuir um pouco com a vida
daqueles que me lerem.
Até a próxima postagem!
Abraços do centro-oeste brasileiro!
Vanessa Nascimento
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Vida de Mãe
Sabe quando você quer muito ir para uma festa? Passa dias e dias esperando, sonhando, imaginando, planejando... e quando você está já na calçada tem aquele frio na barriga com a expectativa de que vai ser tudo lindo, super divertido, que vai viver emoções maravilhosas, que vai querer prestar atenção em tudo para poder relembrar de cada detalhe. E então você finalmente está lá. A festa ainda está no começo, ainda tem poucas pessoas, mas a música, decoração, comida... está tudo perfeito e só tende a melhorar.
Isso é a maternidade para mim.
Esperei muitos anos por isso. Ser mãe foi algo que sempre quis. Todas as outras coisas eram secundárias, ou eram só um meio para conseguir o meu objetivo principal.
Lembro de um dia, devia ter uns 13 ou 14 anos e passava na TV uma propaganda de uma loja de artigos para bebês e o locutor falava algo como "tudo que seu filho pode querer". O comentário dos meus irmãos foi: "Não mesmo. Aí não tem nada que eu possa querer"ou coisa parecida. Nesse momento me percebi que a propaganda não mais me afetava no papel de filha, mas já de mãe. E notei que esse era sim o meu maior sonho. Nunca sonhei com grandes casas, carros, viagens, morar fora, status pessoal ou profissional, tudo isso como disse antes, ou era secundário, ou seria meio para conseguir ser mãe, ou uma mãe melhor.
Assim sendo as leituras sobre o assunto sempre me interessaram muito, mesmo quando não havia nem expectativa de quando seria a minha vez de ser mãe. Li sobre fecundidade, probabilidades, possíveis dificuldades, sobre como é cada semana de gestação, que mudanças ocorrem semanalmente no corpo da mãe e do feto, sobre que cuidados se deve ter com recém-nascido, que dificuldades podem aparecer para amamentação, etc, etc, etc.
As crianças sempre me fascinaram, lembro que por volta dos 10 anos, não podia ver um bebê que queria pegar no colo. Nunca tive receio de pegar recém-nascidos. Tanto que escolhi uma profissão que me cercasse delas e que pudesse ajudá-las de alguma forma. E acho que esta é uma das minhas missões como psicóloga: ajudar as crianças em suas dificuldades, ajudar às mães a entenderem o que se passa com seus filhos e com elas mesmas, ajudar a melhorar as relações familiares, ajudar a construir um futuro melhor para nossa sociedade, ajudando na formação desses futuros cidadãos. É uma gota no oceano a minha contribuição. Mas sinto que estou fazendo a minha parte (que não é só o que descrevi aqui, é muito, muito mais) na construção de um mundo melhor.
Nem sei bem porque estou escrevendo sobre isso... acho que fiquei sensibilizada com o nascimento da minha sobrinha. Quando o irmão mais velho dela nasceu, foi no mesmo mês em que "cheguei na minha festa" e a dúvida sobre se um dia vou reviver todas essas emoções sempre me deixa um pouco assim... a considerar as possibilidades que a vida pode me trazer.
O que será que o futuro me reserva?
Mas não vou me "pré-ocupar" com isso. Como eu disse no post 2013 será... vou tratar de me ocupar. Ocupar-me em curtir o presente, em aproveitar a minha festa. Cuidar da minha pequena é o meu maior prazer e a minha maior realização.
Cristine Cabral
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
"Mãe NÃO é tudo igual."
Na área da psicologia organizacional usa-se a teoria motivacional Âncoras de Carreira, do autor Edgar Schein (mestre em Psicologia pela Universidade de Stanford e PhD em Psicologia Social por Harvard.)
Pessoas que se sentem muito motivadas no exercício de seus talentos e na satisfação de saberem que são “experts”. O tipo de trabalho deve estar relacionado com testar suas habilidades e competências, se isto não ocorre o trabalho logo se torna desinteressante. Sua auto-estima está ligada ao exercício de seus talentos por isto necessita tarefas onde possa exercê-lo. Este tipo de pessoa está mais ligado ao conteúdo de seu trabalho.
COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA GERAL
As pessoas desta âncora reconhecem que devem ter conhecimentos em muitas áreas diferentes. É comum serem chamados de “tomadores de decisão”, entretanto isto quer dizer que eles seriam capazes de identificar e colocar os problemas para que as decisões possam ser tomadas. Têm também habilidades para influenciar, supervisionar, dirigir, ajudar e controlar as pessoas em todos os níveis da organização a fim de atingir os objetivos da empresa. O tipo de trabalho que mais lhe motiva está ligado a altos graus de responsabilidade, desafio, trabalho variado e integrativo, liderança de oportunidades para contribuir para o sucesso de sua organização.
AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA
Pessoas que percebem que não podem se sentir dependentes de outra pessoa em relação a regras, procedimentos, horário de trabalho, códigos de vestimenta, e outras normas que estão invariavelmente presentes na maioria das organizações. Eles acham a vida na organização muito restritiva, irracional e intrusiva em sua vida privada, por isto preferem seguir a sua carreira mais independente. Geralmente escolhem profissões autônomas. O tipo de trabalho está ligado ao contrato por projetos definidos, sendo em tempo parcial, total, ou temporário. Este tipo de pessoa gosta de trabalhar com objetivos definidos, e depois de clarificados, quer ser deixada livre para trabalhar.
SEGURANÇA E ESTABILIDADE
Pessoas que organizam suas carreiras para se sentirem estáveis e seguras, permitindo assim que os futuros eventos sejam previsíveis e possam assim relaxar e prever o seu sucesso. Geralmente estão ligados a empregos do governo ou exército, pois estes garantem estabilidade. Os mais talentosos deste grupo atingem níveis maiores na hierarquia da organização. Os que têm talentos inusuais, se satisfazem de encontrar um hobby onde possam realizá-los. Preferem um tipo de trabalho mais ligado ao contexto do que a natureza do trabalho propriamente dita. Preferem ser reconhecidos por sua fidelidade, desempenho correto que vão lhe assegurar mais estabilidade futura.
CRIATIVIDADE EMPRESARIAL

Pessoas que se sentem motivadas para criar negócios próprios através do desenvolvimento de novos produtos e serviços, ou pela construção de novas organizações financeiras ou ainda recriando negócios já existentes e adaptando-os às suas especificidades. “Fazer dinheiro” é a sua medida de sucesso. O tipo de trabalho está ligado às necessidades de criar, em suas próprias empresas, eles continuam a criar novos produtos e serviços ou eles perderão o interesse, vendendo suas empresas e começando outra nova. O reconhecimento que esperam é estabelecerem uma grande fortuna e uma empresa considerável.
DEDICAÇÃO A UMA CAUSA
Pessoas que procuram ocupações a fim de incorporarem no trabalho valores importantes para si, mais do que seus talentos ou área de competência. Suas decisões de carreira são feitas baseadas no desejo de fazer alguma coisa para melhorar o mundo de alguma maneira. As profissões de ajuda como medicina, enfermagem, serviço social, educação são tipicamente carreiras desta âncora onde predominam valores como: trabalhar com as pessoas, servir a humanidade, ajudar a nação. O dinheiro não é importante e o que buscam como recompensa é atingir posições com maior influencia para poder operar com mais autonomia na realização de sua causa.
DESAFIO PURO
As pessoas que pensam poder conquistar qualquer um ou qualquer coisa. Eles definem sucesso como vencer obstáculos impossíveis, resolver problemas insolúveis, vencer os oponentes mais ferrenhos. Na medida em que progridem eles procuram desafios cada vez mais difíceis. Para alguns aparece sob a forma de procurar trabalhos nos quais ele é colocado frente a problemas cada vez mais difíceis. Para outros o desafio é colocado em termos de competitividade interpessoal. Geralmente procuram trabalhos nos quais podem se sentir sempre testados, na ausência deste teste constante, sente-se aborrecidos e desmotivados.
ESTILO DE VIDA
Pessoas que consideram a carreira menos importante e que esta deve estar integrada num estilo de vida.É principalmente voltada a encontrar uma maneira de integrar as necessidades individuais, familiares e da carreira, para isto a pessoa quer flexibilidade mais do que qualquer outra coisa. A pessoa olha mais para a atitude da empresa do que para o seu programa de trabalho propriamente dito, uma atitude que reflete respeito pela vida pessoal e familiar e que permite uma negociação genuína do contrato psicológico possível.
Percebam que as diferenças são bem significativas, então como pensar que mulheres que têm âncoras de carreira tão diferentes vão ser mães da mesma forma?
Ressaltando que essas âncoras não são fixas, podem mudar ao longo da vida dependendo das experiências vividas. Nada impede de uma mulher que sempre teve como âncora a Criatividade Empresarial, passe a ter a Autonomia e Independência como objetivo, ou ainda Dedicação a uma Causa.
“A âncora de carreira é uma combinação das áreas percebidas de competência, motivos e valores que a pessoa não abandonaria, representa o seu verdadeiro “eu”. Sem o conhecimento desta âncora a pessoa pode buscar outro trabalho que no futuro não serão satisfatórios porque ela sente que “o trabalho não responde realmente a seu eu” (“não tem nada a ver comigo”). Analisar o momento presente da carreira e as decisões futuras poderão ser mais fáceis e ter mais valor se a pessoa tem um claro entendimento de sua orientação pessoal para o trabalho, seus motivos, seus valores e sua auto-percepção de talentos.” (fonte: psico.ufsc.br)
Num resumo bem superficial podemos descrever assim as 8 âncoras descritas pelo autor citado:
COMPETÊNCIA TÉCNICA E FUNCIONAL
COMPETÊNCIA TÉCNICA E FUNCIONAL
Pessoas que se sentem muito motivadas no exercício de seus talentos e na satisfação de saberem que são “experts”. O tipo de trabalho deve estar relacionado com testar suas habilidades e competências, se isto não ocorre o trabalho logo se torna desinteressante. Sua auto-estima está ligada ao exercício de seus talentos por isto necessita tarefas onde possa exercê-lo. Este tipo de pessoa está mais ligado ao conteúdo de seu trabalho.COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA GERAL
As pessoas desta âncora reconhecem que devem ter conhecimentos em muitas áreas diferentes. É comum serem chamados de “tomadores de decisão”, entretanto isto quer dizer que eles seriam capazes de identificar e colocar os problemas para que as decisões possam ser tomadas. Têm também habilidades para influenciar, supervisionar, dirigir, ajudar e controlar as pessoas em todos os níveis da organização a fim de atingir os objetivos da empresa. O tipo de trabalho que mais lhe motiva está ligado a altos graus de responsabilidade, desafio, trabalho variado e integrativo, liderança de oportunidades para contribuir para o sucesso de sua organização.
AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA
Pessoas que percebem que não podem se sentir dependentes de outra pessoa em relação a regras, procedimentos, horário de trabalho, códigos de vestimenta, e outras normas que estão invariavelmente presentes na maioria das organizações. Eles acham a vida na organização muito restritiva, irracional e intrusiva em sua vida privada, por isto preferem seguir a sua carreira mais independente. Geralmente escolhem profissões autônomas. O tipo de trabalho está ligado ao contrato por projetos definidos, sendo em tempo parcial, total, ou temporário. Este tipo de pessoa gosta de trabalhar com objetivos definidos, e depois de clarificados, quer ser deixada livre para trabalhar.
SEGURANÇA E ESTABILIDADE
Pessoas que organizam suas carreiras para se sentirem estáveis e seguras, permitindo assim que os futuros eventos sejam previsíveis e possam assim relaxar e prever o seu sucesso. Geralmente estão ligados a empregos do governo ou exército, pois estes garantem estabilidade. Os mais talentosos deste grupo atingem níveis maiores na hierarquia da organização. Os que têm talentos inusuais, se satisfazem de encontrar um hobby onde possam realizá-los. Preferem um tipo de trabalho mais ligado ao contexto do que a natureza do trabalho propriamente dita. Preferem ser reconhecidos por sua fidelidade, desempenho correto que vão lhe assegurar mais estabilidade futura.
CRIATIVIDADE EMPRESARIAL

Pessoas que se sentem motivadas para criar negócios próprios através do desenvolvimento de novos produtos e serviços, ou pela construção de novas organizações financeiras ou ainda recriando negócios já existentes e adaptando-os às suas especificidades. “Fazer dinheiro” é a sua medida de sucesso. O tipo de trabalho está ligado às necessidades de criar, em suas próprias empresas, eles continuam a criar novos produtos e serviços ou eles perderão o interesse, vendendo suas empresas e começando outra nova. O reconhecimento que esperam é estabelecerem uma grande fortuna e uma empresa considerável.
DEDICAÇÃO A UMA CAUSA
Pessoas que procuram ocupações a fim de incorporarem no trabalho valores importantes para si, mais do que seus talentos ou área de competência. Suas decisões de carreira são feitas baseadas no desejo de fazer alguma coisa para melhorar o mundo de alguma maneira. As profissões de ajuda como medicina, enfermagem, serviço social, educação são tipicamente carreiras desta âncora onde predominam valores como: trabalhar com as pessoas, servir a humanidade, ajudar a nação. O dinheiro não é importante e o que buscam como recompensa é atingir posições com maior influencia para poder operar com mais autonomia na realização de sua causa.
DESAFIO PURO
As pessoas que pensam poder conquistar qualquer um ou qualquer coisa. Eles definem sucesso como vencer obstáculos impossíveis, resolver problemas insolúveis, vencer os oponentes mais ferrenhos. Na medida em que progridem eles procuram desafios cada vez mais difíceis. Para alguns aparece sob a forma de procurar trabalhos nos quais ele é colocado frente a problemas cada vez mais difíceis. Para outros o desafio é colocado em termos de competitividade interpessoal. Geralmente procuram trabalhos nos quais podem se sentir sempre testados, na ausência deste teste constante, sente-se aborrecidos e desmotivados.
ESTILO DE VIDA
Pessoas que consideram a carreira menos importante e que esta deve estar integrada num estilo de vida.É principalmente voltada a encontrar uma maneira de integrar as necessidades individuais, familiares e da carreira, para isto a pessoa quer flexibilidade mais do que qualquer outra coisa. A pessoa olha mais para a atitude da empresa do que para o seu programa de trabalho propriamente dito, uma atitude que reflete respeito pela vida pessoal e familiar e que permite uma negociação genuína do contrato psicológico possível.
Percebam que as diferenças são bem significativas, então como pensar que mulheres que têm âncoras de carreira tão diferentes vão ser mães da mesma forma?
Uma mulher que tenha a âncora Puro Desafio certamente se sentirá realizada em poder dar conta pessoalmente do trabalho, da casa, do marido e ainda ficar linda. Já um que tenha a Competência Administrativa Geral saberá coordenar bem babás, domésticas, marido, avós, distribuindo atividades de forma a equilibrar todas as tarefas domésticas e profissionais de forma satisfatória. Já uma mulher que tenha a âncora Estilo de Vida não se importará de deixar a carreira de lado por alguns anos para cuidar dos filhos.
O que pretendo com este texto mostrar que embora escutem milhões de palpites e conselhos sobre como educar seus filhos, sobre como ser uma mãe melhor, etc, estes não valem com o mesmo peso e a mesma medida para todas. Cada pessoa tem o seu jeito, cada família tem a sua dinâmica.
Ressaltando que essas âncoras não são fixas, podem mudar ao longo da vida dependendo das experiências vividas. Nada impede de uma mulher que sempre teve como âncora a Criatividade Empresarial, passe a ter a Autonomia e Independência como objetivo, ou ainda Dedicação a uma Causa.
Todas temos alguma coisa de todas as âncoras, mas existe em cada uma de nós uma hierarquia daquilo que consideramos mais importante. Quem quiser responder o inventário e descobrir a ordem de suas âncoras pode ir aqui:
http://www.psico.ufsc.br/sop2/ancora/pages/inventario.php
http://www.psico.ufsc.br/sop2/ancora/pages/inventario.php
Assim sendo não sintam culpa por serem mães como são, mas também respeitem as mães que fazem escolhas diferentes das suas. Ter dúvida é natural, procurar conselhos e orientações é normal e saudável, mas na hora de decidir o que fazer cada uma escolhe conforme o seu modo de vida, as suas ambições, seu modo de ver o mundo.
Cristine Cabral
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