terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"Mãe NÃO é tudo igual."

Na área da psicologia organizacional usa-se a teoria motivacional Âncoras de Carreira, do autor Edgar Schein (mestre em Psicologia pela Universidade de Stanford e  PhD em Psicologia Social por Harvard.)
“A âncora de carreira é uma combinação das áreas percebidas de competência, motivos e valores que a pessoa não abandonaria, representa o seu verdadeiro “eu”.  Sem o conhecimento desta âncora a pessoa pode buscar outro trabalho que no futuro não serão satisfatórios porque ela sente que “o trabalho não responde realmente a seu eu” (“não tem nada a ver comigo”).  Analisar o momento presente da carreira e as decisões futuras poderão ser mais fáceis e ter mais valor se a pessoa tem um claro entendimento de sua orientação pessoal para o trabalho, seus motivos, seus valores e sua auto-percepção de talentos.” (fonte: psico.ufsc.br)

Num resumo bem superficial podemos descrever assim as 8 âncoras descritas pelo autor citado:

COMPETÊNCIA TÉCNICA E FUNCIONAL

Pessoas que se sentem muito motivadas no exercício de seus talentos e na satisfação de saberem que são “experts”. O tipo de trabalho deve estar relacionado com testar suas habilidades e competências, se isto não ocorre o trabalho logo se torna desinteressante. Sua auto-estima está ligada ao exercício de seus talentos por isto necessita tarefas onde possa exercê-lo. Este tipo de pessoa está mais ligado ao conteúdo de seu trabalho.

COMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA GERAL

As pessoas desta âncora reconhecem que devem ter conhecimentos em muitas áreas diferentes. É comum serem chamados de “tomadores de decisão”, entretanto isto quer dizer que eles seriam capazes de identificar e colocar os problemas para que as decisões possam ser tomadas. Têm também habilidades para influenciar, supervisionar, dirigir, ajudar e controlar as pessoas em todos os níveis da organização a fim de atingir os objetivos da empresa. O tipo de trabalho que mais lhe motiva está ligado a altos graus de responsabilidade, desafio, trabalho variado e integrativo, liderança de oportunidades para contribuir para o sucesso de sua organização.

AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA

Pessoas que percebem que não podem se sentir dependentes de outra pessoa em relação a regras, procedimentos, horário de trabalho, códigos de vestimenta, e outras normas que estão invariavelmente presentes na maioria das organizações. Eles acham a vida na organização muito restritiva, irracional e intrusiva em sua vida privada, por isto preferem seguir a sua carreira mais independente. Geralmente escolhem profissões autônomas. O tipo de trabalho está ligado ao contrato por projetos definidos, sendo em tempo parcial, total, ou temporário. Este tipo de pessoa gosta de trabalhar com objetivos definidos, e depois de clarificados, quer ser deixada livre para trabalhar.

SEGURANÇA E ESTABILIDADE

Pessoas que organizam suas carreiras para se sentirem estáveis e seguras, permitindo assim que os futuros eventos sejam previsíveis e possam assim relaxar e prever o seu sucesso. Geralmente estão ligados a empregos do governo ou exército, pois estes garantem estabilidade. Os mais talentosos deste grupo atingem níveis maiores na hierarquia da organização. Os que têm talentos inusuais, se satisfazem de encontrar um hobby onde possam realizá-los. Preferem um tipo de trabalho mais ligado ao contexto do que a natureza do trabalho propriamente dita. Preferem ser reconhecidos por sua fidelidade, desempenho correto que vão lhe assegurar mais estabilidade futura.

CRIATIVIDADE EMPRESARIAL

Pessoas que se sentem motivadas para criar negócios próprios através do desenvolvimento de novos produtos e serviços, ou pela construção de novas organizações financeiras ou ainda recriando negócios já existentes e adaptando-os às suas especificidades. “Fazer dinheiro” é a sua medida de sucesso. O tipo de trabalho está ligado às necessidades de criar, em suas próprias empresas, eles continuam a criar novos produtos e serviços ou eles perderão o interesse, vendendo suas empresas e começando outra nova. O reconhecimento que esperam é estabelecerem uma grande fortuna e uma empresa considerável.

DEDICAÇÃO A UMA CAUSA

Pessoas que procuram ocupações a fim de incorporarem no trabalho valores importantes para si, mais do que seus talentos ou área de competência. Suas decisões de carreira são feitas baseadas no desejo de fazer alguma coisa para melhorar o mundo de alguma maneira. As profissões de ajuda como medicina, enfermagem, serviço social, educação são tipicamente carreiras desta âncora onde predominam valores como: trabalhar com as pessoas, servir a humanidade, ajudar a nação. O dinheiro não é importante e o que buscam como recompensa é atingir posições com maior influencia para poder operar com mais autonomia na realização de sua causa.

DESAFIO PURO

As pessoas que pensam poder conquistar qualquer um ou qualquer coisa. Eles definem sucesso como vencer obstáculos impossíveis, resolver problemas insolúveis, vencer os oponentes mais ferrenhos. Na medida em que progridem eles procuram desafios cada vez mais difíceis. Para alguns aparece sob a forma de procurar trabalhos nos quais ele é colocado frente a problemas cada vez mais difíceis. Para outros o desafio é colocado em termos de competitividade interpessoal. Geralmente procuram trabalhos nos quais podem se sentir sempre testados, na ausência deste teste constante, sente-se aborrecidos e desmotivados.

ESTILO DE VIDA

Pessoas que consideram a carreira menos importante e que esta deve estar integrada num estilo de vida.É principalmente voltada a encontrar uma maneira de integrar as necessidades individuais, familiares e da carreira, para isto a pessoa quer flexibilidade mais do que qualquer outra coisa. A pessoa olha mais para a atitude da empresa do que para o seu programa de trabalho propriamente dito, uma atitude que reflete respeito pela vida pessoal e familiar e que permite uma negociação genuína do contrato psicológico possível.

Percebam que as diferenças são bem significativas, então como pensar que mulheres que têm âncoras de carreira tão diferentes vão ser mães da mesma forma?

Uma mulher que tenha a âncora Puro Desafio certamente se sentirá realizada em poder dar conta pessoalmente do trabalho, da casa, do marido e ainda ficar linda. Já um que tenha a Competência Administrativa Geral saberá coordenar bem babás, domésticas, marido, avós, distribuindo atividades de forma a equilibrar todas as tarefas domésticas e profissionais de forma satisfatória. Já uma mulher que tenha a âncora Estilo de Vida não se importará de deixar a carreira de lado por alguns anos para cuidar dos filhos.

O que pretendo com este texto mostrar que embora escutem milhões de palpites e conselhos sobre como educar seus filhos, sobre como ser uma mãe melhor, etc, estes não valem com o mesmo peso e a mesma medida para todas. Cada pessoa tem o seu jeito, cada família tem a sua dinâmica.

Ressaltando que essas âncoras não são fixas, podem mudar ao longo da vida dependendo das experiências vividas. Nada impede de uma mulher que sempre teve como âncora a Criatividade Empresarial, passe a ter a Autonomia e Independência como objetivo, ou ainda Dedicação a uma Causa.

Todas temos alguma coisa de todas as âncoras, mas existe em cada uma de nós uma hierarquia daquilo que consideramos mais importante. Quem quiser responder o inventário e descobrir a ordem de suas âncoras pode ir aqui: 
http://www.psico.ufsc.br/sop2/ancora/pages/inventario.php

O resultado sai assim:

Assim sendo não sintam culpa por serem mães como são, mas também respeitem as mães que fazem escolhas diferentes das suas. Ter dúvida é natural, procurar conselhos e orientações é normal e saudável, mas na hora de decidir o que fazer cada uma escolhe conforme o seu modo de vida, as suas ambições, seu modo de ver o mundo.


Cristine Cabral


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Férias: Castigo para os pais?


Apesar de morar em Portugal e o ano escolar funcionar diferente do Brasil, todo ano a questão é a mesma em todo lado. Filhos de férias, o que fazer? Muitos pais trabalham os dois turnos e se vêem perdidos para preencher o tempo dos filhos, bem como conciliar os horários juntos e dar conta de tudo.

Se por um lado e diante de tantos "prós" é provável que muitos pais cheguem a considerar a férias dos filhos um castigo. Como ouvi um desabafo de uma mãe em uma loja de brinquedos com os três filhos a dizer: " Que castigo! Não vejo a hora das aulas voltarem para esses meninos terem o que fazer!".  A mãe estava comprando vários brinquedos educativos (ao menos) para entreter os filhos. Bom, a ideia é boa mas comprar brinquedos as quantidades e despachar para os filhos sem ter tempo, nem paciência para brincar com eles é jogar dinheiro fora. Ah e também aumentar a pilha de brinquedos esquecidos dentro de casa, o que eu chamo de "tralha".

Por outro lado é possível aproveitar as férias para curtir os seus filhos. Para os que tem menos tempo, tudo passa por um uma questão de se programar, separar os tempos livres e tentar usufruir o máximo da companhia das crianças. Já para os que tem mais tempo a "cobrança" aumenta, afinal os filhos vão estar o tempo todo a sua volta pedindo atenção! Não se desespere, nessas horas é preciso usar a criatividade. Em casa; vários programas infantis dão dicas de atividades, jogos e entretenimento paras as crianças, sem falar da internet com "n" sites infantis. Jogos ao ar livre, andar de bicicleta, pôr a meninada a gastar energia é sempre uma boa. É comum nesse período haver programação infantil livre, cinema infantil, teatro, nos jornais é possível encontrar essas informações. 

Sabemos que os pais são os modelos dos filhos, ou seja, muito do que eles fazem aprendem em casa com os pais. Ensinar os filhos a desenvolver competências sociais é sempre importante. Porque não aproveitar as férias para isso? Aqui vão algumas dicas do livro, Os Anos Incríveis: Guia de Resolução de problemas para Pais de crianças dos 2 aos 8 anos (Stratton, 2010).

Ensine as crianças a dar inicio a uma conversa e a entrar em um grupo

Esta é uma das primeiras competências sociais que se deve ensinar a crianças pequenas. As crianças precisam aprender como abordar um grupo, como esperar para uma abertura numa conversa e como pedir para participar numa atividade. É preciso praticar essas competências com a ajuda dos pais. Isto pode ser feito recorrendo a dramatizações.

Brinque sempre com o seu filho para modelar e estimular competências sociais

Os pais devem encorajar e elogiar as crianças quando estas demonstram saber brincar com os amigos. Durante estes períodos, demonstre e pratique como se joga à vez, como se partilha, se espera e se cumprimenta os outros. Elogiar o filho sempre que agir corretamente. Recorde-se que as crianças aprendem pelo seu exemplo, visto que o seu papel é modelar como se brinca em colaboração.


Convide colegas do seu filho para a sua casa - e supervisione as brincadeiras 

Projete atividades de colaboração, fazer uma experiência, montar quebra cabeça, jogar, etc. Supervisione as brincadeiras e esteja atento a sinais de que as interações possam estar a ficar fora de controle.

Ajude o seu filho a controlar a raiva

Quando uma criança começa a ficar perturbada devido a raiva, medo, ansiedade ou agressividade não consegue recorrer a competências  de resolução de problemas ou quaisquer outras competências sociais. É necessário promover nas crianças estratégias de controle emocional. A "técnica da tartaruga" põe a criança a imaginar que tem uma carapaça e que é preciso se recolher. Quando a criança recolhe para a sua carapaça inspira 3 vezes e diz: "Para. Inspira profundamente. Acalma-te". Em seguida ela visualiza uma cena de tranquilidade e diz a si própria: " Eu consigo me acalmar e sou capaz."

Desenvolva a empatia

Um relação calorosa e confiante entre pais e filhos contribui imenso para aumentar dos filhos construírem amizades saudáveis. O reforço da auto-imagem da criança como uma pessoa como valor, capaz de ser amiga, a aceitação e confiança em si própria influência na forma com que a criança deseja a aprovação dos seus pares. Procure ser um exemplo e um treinador. :)

Por fim e espero que não esteja cansado!

Leia com atenção, os filhos não são TRABALHO. Entenda que você não presta serviço aos seus filhos (risos). Sim, é preciso ter cuidado, tempo, carinho, dedicação e também cansa. O que se faz com amor faz-se bem. Quem AMA cuida. O afeto e o reconhecimento que se recebe são revigorantes.

Sinta o prazer de ser pai ou mãe...

Saudações de terras lusas!


Taciana Ferreira



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

2013 será...


"O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso."
Ariano Suassuna

Sou uma realista esperançosa convicta.

Ao longo dos meus 36 anos, sempre que algo não deu certo, algo melhor aconteceu. Você pode chamar isso de benção divina, coincidência, visão positiva da vida, resiliência, recompensa, destino, etc, dependendo da sua crença ou filosofia de vida.

Sei que por condicionamento operante, ou por regra (não sei), sempre que alguma coisa ruim acontece, sempre que algo que foi planejado não dá certo, fico de olhos abertos e atenta para saber o que de melhor está por vir. Não que as coisas caiam do céu sem que eu tenha que fazer nada, apenas acaba acontecendo que algo acaba sendo mais adequado do que aquela outra que não deu certo. Ou algo que não deu certo há algum tempo, passa a dar... Não sei explicar, sei que é.

Assim sendo nunca me "pré-ocupo" com coisa alguma. Para mim se preocupar é algo que não resolve, o que resolve é se ocupar do que se pode fazer. De que adianta estar no trabalho preocupada com o filho doente? Nem você trabalha direito, nem cuida do seu filho. Se ele está medicado, sob os cuidados de pessoas responsáveis, se o que ele tem não é tão grave, concentre-se no trabalho, faça o que deve ser feito naquele momento em que o trabalho é  a sua ocupação. Mas se por acaso respondeu "não" a alguma das perguntas anteriores, deixe o trabalho e ocupe-se do seu filho.

Sei que muita gente não concorda com essa minha forma de ver as coisas, tudo bem... mas sob o meu entendimento, um emprego ou trabalho pode-se encontrar outro igual, ou ainda melhor, já um filho...

Mais uma vez: essa é a MINHA forma de ver... não quer dizer que seja a certa. Apenas é a certa PARA MIM.

Duas figuras ilustram esse meu modo de pensar:

Esta é mais racional: 
Se você sabe que um problema tem solução, não precisa ficar se preocupando. Ocupe-se de fazer o que for necessário. Algumas vezes o que é necessário é ter paciência para esperar o momento adequado, ou que as outras pessoas envolvidas façam a parte que lhes cabem. Assim sendo: não precisa se preocupar que no tempo certo as coisas serão resolvidas.

Agora se o problema não tem solução, se não há nada que se possa fazer para mudar a situação... então só resta se conformar e "bola pra frente". Não que isso aconteça de uma hora para outra, as vezes é necessário um processo de elaboração de uma perda (de pessoa querida, de relacionamento, de oportunidade, etc), uma vivência e entendimento das consequências e então a busca por alternativas que possam ajudar a superar, ou mesmo substituir, dependendo do que seja. 



Já esta é para quem é religioso:

A própria oração já diz tudo. Com sabedoria é possível perceber o que se pode e o que não se pode mudar. Se é possível mudar: coragem e mãos à obra. Se não, é aceitação e serenidade para seguir com a vida.

No entanto sabedoria não vem apenas como benção divina, vem sob a forma de experiência vivida, de aprendizagem por meio das vivências dos que nos rodeiam, ou por meio de leituras e estudos.

Assim sendo concluo afirmando de 2013 será um ano maravilhoso, que excelentes mudanças vão acontecer, oportunidades e irão surgir e etc, etc, etc que sempre se fala no início do ano... 

Feliz 2013!!!!

Cristine Cabral

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

De volta para casa...

Passaram-se dois meses desde que escrevi a última postagem. Estive no Brasil e como ir a minha terra Natal é sempre tão corrido, por mais tempo que passe lá nunca consigo fazer tudo. Voltar para Portugal é sempre um misto de tristesa e alegria. Deixo amigos e família e toda a alegria do jeito brasileiro de ser e volto para casa, meu lugar, minha rotina, meus animais, minha horta e as novas amizades que consegui durante estes 6 anos em Portugal. Meu nome é saudade.
Cada lugar tem seu encanto e desencanto, não gosto de ficar fazendo comparações porque me considero uma pessoa flexível e tento me adaptar onde quer que esteja. Isto facilita e muito. Quero passar esta competência para a minha filha, afinal estamos em um mundo com as "porteiras" abertas hoje estou aqui amanhã sabe-se lá...
Como todo este discurso onde quero chegar? Bem, costumo fazer um balanço do que fiz durante o ano que passou e estabeleço metas para o ano seguinte.
Desde que concluí o curso de Psicologia decidi que queria ficar ativa tanto no Brasil quanto em Portugal. Como terminei o curso em Portugal tive que dar entrada na documentação para a revalidação do meu Diploma no Brasil, coisa que achei um tanto quanto absurdo. Afinal somos irmãos ou não? E vamos a burocracia... 6 meses o tempo para este serviço! Resultado, quero ser funcionária pública.
Depois de ver tantas oportunidades para Psicólogo no Brasil, decidi...vou estudar para concurso! Comprei algumas apostilas, pedi dicas aos meus irmãos e cunhados concurseiros e vou em frente. Ser Psicóloga em Portugal neste momento está complicado, por conta da crise não há grande perspectiva de trabalho...
Por isso aguardem, farei resumos dos textos que irei estudar para poder partilhar com vocês.

Outra coisa que acho que ainda não citei aqui é que meu marido é produtor de vinhos verdes aqui em Guimarães, onde moramos. Eu adoro, nós adoramos e os outros adoram (risos). Uma paixão que tem crescido cada vez que entendo mais desta arte. Tenho trabalhado na divulgação dos mesmos e a meta 2013 é entrar no mercado Brasileiro. Os Vinhos Verdes são leves e fresquinhos combinam com o clima quente.

E a Eduarda? A Eduarda curtiu cada minuto no Brasil, adorou ficar em volta de toda e família e me perguntava sempre sobre os avós, tios, tias, primos e primas... quem era quem... É muito bom ser rodeada por amor, isso ela tem de sobra na terrinha da mamãe. Quero que ela cresça valorizando a importância do vínculo familiar em nossas vidas, assim como foi e é para mim. Passamos mais tempo aqui que lá, mas ela não esquece...sempre que volta ao Brasil lembra de tudo e todos, ou seja, o que é bom não é deixado para trás. Por mais que a distância seja grande estão todos em nossas memórias e corações.

Ah outra meta, me dedicar mais ao Psicomães como a Cris! (risos)

Feliz 2013!!!

Saudações de terras lusas...

Taciana Ferreira